Oferta de portes para Portugal Continental a partir de 6 garrafas.

Apoio a Encomendas: +351 912 328 642 Chamada para rede móvel nacional
Viagem ao passado:  a ascensão e queda das vinhas do Alentejo

Ainda não é possível determinar com exatidão histórica quando e quem introduziu o cultivo da vinha e a produção de vinho no Alentejo. O que se sabe é que, quando os romanos chegaram às terras do sul de Portugal, na área a que hoje se chama Alentejo, a viticultura e vinificação já faziam parte dos costumes e tradições da população local. 

O Alentejo era conhecido como a Terra do Pão (cereal) e era junto das aldeias e comunidades, em pequenas parcelas junto à água, que se plantavam primeiro as hortas e, depois as vinhas. Os livros mostram que nestes locais onde se plantava a vinha no Alentejo, alguns dos mais emblemáticos vinhos, têm nome de ribeiro ou estão próximo de um, deixando o resto dos outros terrenos para os cereais, pois o ciclo de crescimento está coordenado com o das chuvas.

Alentejo na época Romana

 

Os Romanos, com o seu conhecimento especializado em técnicas agrícolas, permitiram uma expansão da área vinícola do Alentejo. É até provável, olhando para os registos históricos existentes, que o vinho do Alentejo possa ter sido o primeiro vinho português a ser exportado para Roma. 

A influência desta época foi tão decisiva para o desenvolvimento da viticultura na região que, até hoje, podemos ver os efeitos da passagem Romana. A mais visível é a talha de barro (ânfora), uma prática comum criada pelos romanos no Alentejo, e que ainda hoje é usada para o processo de fermentação. 

A ascensão e queda dos vinhos do Alentejo

Após a fundação do Reino de Portugal e graças à Coroa Portuguesa e às novas ordens religiosas, a vinificação aumentou no Alentejo. No século XVI, as vinhas floresciam como nunca antes se tinha visto, dando origem a vinhos aclamados de Évora, como "Peramanca" e "Enxarrama", bem como os vinhos brancos de Beja e os claretes do Alvito, Viana e Vila de Frades. Em meados do século XVII os vinhos Alentejanos, juntamente com os da Beira e Estremadura, gozavam de fama e de prestígio em Portugal.  

Infelizmente este período foi de curta duração. Na perspectiva de proteção do Douro, em detrimento das outras regiões, surgiu a criação da Real Companhia Geral de Agricultura dos Vinhos do Douro, no século XVIII, pelo Marquês de Pombal. O resultado foi a destruição de vinhas nas restantes zonas do país.

/>

A crise durou até meados do século XIX, existiu uma revitalização do Alentejo com uma campanha de recuperação para cultivar em terra fértil e assegurar uma nova geração de agricultores nessas terras.

Assim, nasceu uma nova era dourada para o vinho Alentejano.

Alentejo, o Celeiro de Portugal

No início do século XX, ao choque da Filoxera seguiu-se a Primeira Guerra Mundial, agravaram-se as sucessivas recessões. Juntando tudo isto, a grande campanha do Estado Novo para plantar cereais em vez de videiras, promovendo o cultivo de trigo para fazer do Alentejo o "Celeiro de Portugal", contribuiu para que as vinhas fossem gradualmente reduzidas para as bordas de campos de trigo, e em poucos anos o vinho do Alentejo já tinha desaparecido do mercado.

Foi sob o patrocínio da Junta Nacional de Vinho, no final da década de 1940, que a viticultura no Alentejo deu os primeiros passos para a recuperação. Os empresários apostaram na recuperação de um dos últimos tesouros da velha Europa e o mercado reagiu favoravelmente aos vinhos do Alentejo.

Artigos relacionados

12 Julho 2023 Cultura do Vinho

Maçanita Vinhos Douro - Pontuação Robert Parker's Wine Advocate

Saber mais
12 Julho 2023 Cultura do Vinho

Novas Pontuações Robert Parker's Wine Advocate

Saber mais
28 Agosto 2023 Cultura do Vinho

Branco de Talha by António Maçanita, primeiro branco de Talha engarrafado da região

Saber mais
Tenha 10€ de desconto com a subscrição da Newsletter
Numa compra de vinhos superior a 50€