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Recuperar Vinhas Velhas:   um património esquecido

É em Carlão, Alijó, uma zona demarcada do Douro não tão prestigiado, pelo menos não para a produção de vinho do Porto, que as parcelas dos labradores foram classificadas de Letra E, F, G e seguintes. Pequenas e singulares vinhas, a maior parte com mais de 50 anos de castas tintas e brancas misturadas e com ainda o tradicional encepamento do antigo do Douro.

Estas vinhas contam uma história verdadeira original e única que não deve ser abandonada e discriminada e por isso tudo faremos para que este património seja preservado. 

A zona de Carlão é sinónimo de Vinhas Velhas

A produção de uvas e vinho na freguesia de Carlão faz parte do quotidiano da sua população, pelo menos, desde a época de ocupação dos romanos, como comprova o largar de origem romana que se encontra na região, no núcleo arqueológico de Carlão.

As vinhas encontradas na região, são consideradas património cultural mas também genético, uma vez que são constituídas por misturas de castas tintas, brancas ou rosadas, algumas já praticamente extintas. São plantações de elevadas densidades, algumas de tal ordem que inviabilizam a mecanização, e com formas de condução ancestrais, como em forma de vaso. O perfil de vinhos obtido leva-nos a um passado de vinhos concentrados, frescos, finos e de cor mais aberta, vinhos especiais que são, atualmente, difíceis de encontrar. 

Património singular, refém da passagem do tempo...

Porém, num passado mais recente, com a classificação como região demarcada e com um investimento maior na produção de vinho do Porto, estas vinhas com a baixa classificação para a produção de vinhos generosos, aliada ao seu envelhecimento, levou a que a região entrasse em declínio socioeconómico. 

A grande exigência de trabalho manual que estas vinhas requerem, juntamente com a condição dos agricultores e os baixos preços praticados na venda das uvas, fez com que estes decidissem vender as licenças de autorização de produção de vinha a negociantes que as irão vender/plantar em zonas com maior aptidão para vinho do Porto. Este é um problema que assola Carlão nas últimas duas décadas e, que já provocou a destruição de cerca de uma centena de hectares de área de vinhas velhas. 

Preservar e recuperar o Património

O principal objetivo do nosso projeto do Douro, na zona de Carlão, é evitar que mais vinhas sejam arrancadas e deslocalizadas. Assim, aquilo que começou com uma área de vinha de 0,6 ha, conta hoje com uma área de produção de mais de 4 ha, divididos em 11 parcelas. 


Em nenhuma das vinhas compradas é realizada a renovação total. O protocolo de recuperação das vinhas, que em alguns casos se encontram muito degradadas, passa pelo processo original de plantação. Todas as retanchas são feitas com bacelos que serão posteriormente enxertados, aleatoriamente, com as variedades que se encontram em cada uma das vinhas, mantendo a autenticidade desde a plantação à condução das mesmas.

 

Vale da Barca />

Vale da Barca

Na parcela de Vale da Barca, de vinhas com 140 anos a 530m altitude e solo granítico, nasce, de nome homólogo: Vale da Barca 2021.

Vinha de mistura de 7 castas, das quais, Códega, Malvasia Fina, Bilhar, Trincadeira Branca, Códega Lainho, Gouveio Corado e Donzelinho Branco.

Na vinha, lavoura a cavalo e as uvas foram colhidas à mão em Carlão (Cima Corgo). Na adega, prensa direta de cacho inteiro, decantação a frio, fermentação espontânea em barrica. Estágio de 12 meses em barrica neutra.

Foram produzidas 333 garrafas.

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