Dizemos que passamos um ano inteiro à espera dela... e que basta um dia para desejar que termine. É assim a vindima, a época mais mágica do ano nas adegas - mas também a mais dura, imprevisível, exigente. E, ainda assim, não a trocávamos por nada.
Do Douro ao Alentejo, do Pico ao Porto Santo e Madeira, todas as nossas adegas estão em plena vindima "as we speak".
Enquanto nas vinhas se colhem as uvas - à noite, no Alentejo, fugindo ao calor; contornando currais, no Pico; desafiando a gravidade com caixas de 20kg às costas, na Madeira; ou juntando dezenas de mãos experientes nas encostas íngremes, no Douro - nas adegas processam-se os frutos e prepara-se aquilo que há de ser a safra 2026.
No Douro - Maçanita Vinhos
Vindima Maçanita Vinhos, Douro
Na Maçanita Vinhos, no Douro, a vindima começou no início de Agosto. Socalco a socalco, entramos onde nenhuma máquina consegue entrar. Mãos hábeis e experientes, colhem as uvas que são levadas até à adega onde serão transformadas. Primeiro os brancos, agora os tintos.
Esta é também a altura em que a vinha se apresenta por inteiro e aproveitamos para levar a cabo uma das tarefas mais entusiasmantes do nosso trabalho: a identificação de castas antigas nas nossas vinhas velhas, com a ajuda de quem já anda nisto há muito mais anos que nós. Um enorme privilégio e prazer, manter vivo este legado!
Veja o vídeo
Alentejo - Fitapreta
Na Fitapreta, em Évora, onde as temperaturas durante o dia podem facilmente ultrapassar os 40ºC, vindimamos durante a noite.
Esta é a forma não só de protegermos a qualidade da uva, que assim chega fresca e com todas as suas características inalteradas à adega, mas também de preservarmos o bem-estar das equipas, poupar recursos e reduzir a nossa pegada ambiental.
Para perceber melhor o processo, nada como ouvir a explicação no local do António Maçanita: veja o vídeo aqui.
Madeira e Porto Santo - Companhia de Vinhos dos Profetas e Villões
Na Madeira e no Porto Santo, também já se vindima desde o final de Agosto. Primeiro na ilha da Madeira, com Verdelho, Tinta Negra, Sercial do Seixal... Depois, o Porto Santo, com o seu Caracol, Listrão...
Partem todas para a adega no Porto Santo, a antiga garagem que é coração da Companhia de Vinhos dos Profetas e Villões, onde fazemos os nossos vinhos entre muitos amigos, equipa e vizinhos incansáveis (e comes e bebes no final, porque a tradição assim obriga e quem somos nós para quebrar a tradição?!) Este ano, com muita uva, a prometer muitas coisas boas nas garrafas.
Espreite aqui.
Pico - Azores Wine Company
Na Azores Wine Company, na ilha do Pico, dezenas de homens e mulheres entram neste momento de tesoura em riste nas vinhas preenchidas por currais, os muros de pedra que protegem as videiras do vento e do sal. É preciso escalar, contornar, ter atenção onde se pode pisar. Viticultura quase impossível - que, no entanto, acontece praticamente desde o povoamento da ilha, no século XV. Uma vindima dura, tão dura como o chão de rocha onde nascem as vinhas, mas que nos traz uvas incríveis, como Verdelho, Arinto dos Açores, Terrantez do Pico... É difícil? É? Vale a pena? Nem se pergunta...
O arranque da vindima pode ser visto aqui.
Porque cada vindima depende também de tudo aquilo que está para trás, sugerimos 5 Brancos da Colheita 2025, do Douro ao Alentejo, da Madeira ao Pico, para brindar à Vindima 2026,
Disponível aqui