No final de maio, a APENO - Associação Portuguesa de Enoturismo que promove o setor e distingue anualmente os projetos mais inovadores, entregou à Azores Wine Company o prémio de Melhor Enoturismo de Portugal 2026.
A distinção chegou pouco tempo depois do enoturismo da Fitapreta, no Alentejo, ser distinguido Melhor Enoturismo do Ano pela revista Paixão pelo Vinho.
Este duplo reconhecimento em duas regiões vitivinícolas tão distintas, reflete o nosso compromisso com a identidade de cada território. Quer seja nas planícies do Alentejo ou no terroir desafiante e vulcânico da Ilha do Pico, o objetivo é o mesmo: elevar o que cada lugar tem de mais puro e único.
Para Judith Martin, Diretora de Enoturismo da Azores Wine Company, este galardão "vem sublinhar o esforço e trabalho que tem sido feito por toda a equipa desde o início.”
É uma distinção que "nos enche de orgulho, sobretudo pela dificuldade bastante acrescida que representa fazer um projeto destes numa ilha pequena e tão distante”, sublinha.
Nascida a partir de um projeto de recuperação de dezenas de hectares de vinhas abandonadas e exploração do potencial das castas açorianas, a Azores Wine Company foi criada oficialmente em 2014, pelas mãos (as ideias e a visão) de António Maçanita e Filipe Rocha.
A par de reposicionar os Açores no mundo dos vinhos, o sonho continuou e materializou-se em 2021 num projeto de enoturismo com adega, sala de provas, alojamento e restaurante. Poucos anos depois, tornou-se uma referência da Ilha do Pico, dos Açores e de Portugal.
“Há uma preocupação transversal a todo o projeto em oferecer a melhor experiência em harmonia com a paisagem única onde estamos integrados, a Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico, Património Mundial da UNESCO”, diz Filipe Rocha.
O projeto tem uma grande atenção ao detalhe, desde logo na arquitetura da adega, uma colaboração entre a SAMI-arquitectos e a DRDH-Architects, que ganhou o prémio RIBA International Award for Excellence 2024.
As provas de vinhos dão especial foco à unicidade da história das vinhas, das castas e dos vinhos do Pico, proporcionando uma experiência enriquecedora, não só para os amantes de vinho, mas também para todos os que visitam a ilha-montanha e não deixam de se impressionar com a paisagem das vinhas moldada à mão pelo Picaroto.
No restaurante Latitude – que este ano conquistou o primeiro Sol do Guia Repsol –, liderado pelo chef Rui Batista, servem-se menus de degustação de cozinha açoriana contemporânea. A viagem de vinhos é cuidada com detalhe pela Chefe de Sala Daniela Dutra, com degustações de vinhos de António Maçanita, mas também de amigos de outras ilhas vulcânicas.
A experiência pode ainda ser complementada com uma noite na adega, onde se procura manter vivo o espírito original das adegas do Pico, que tradicionalmente eram espaços onde, além de se fazer e beber vinhos, também se podia dormir – aqui numa abordagem de boutique hotel com vista para o mar e para as vinhas e com o máximo conforto.